Völuspá
Hljóðs bið ek allar helgar kindir
meiri ok minni mögu Heimdallar
viltu, at ek, Valföðr! vel framtelja
forn spjöll fíra, þau er fremst um man
Sól tér sortna, sígr fold í mar
hverfa af himni heiðar stjörnur
geisar eimi ok aldrnari
leikr hár hiti við himin sjalfan
Bræðr munu berjask ok at bönum verðask
munu systrungar sifjum spilla
Skelfr Yggdrasils askr standandi
ymr it aldna tré, en jötunn losnar
Geyr nú Garmr mjök fyr Gnipahelli
festr mun slitna en freki renna
falla forsar, flýgr örn yfir
sá er á fjalli fiska veiðir
Sal sér hon standa sólu fegra
gulli þakðan á Gimléi
þar skulu dyggvar dróttir byggja
ok um aldrdaga ynðis njóta
A Profecia da Vidente
Peço silêncio a todas as sagradas linhagens
Aos maiores e menores filhos de Heimdall
Queres tu, ó Pai dos Caídos, que eu bem recite
As antigas histórias dos homens, as mais remotas de que me recordo
O sol escurece, a terra afunda no mar
Desaparecem do firmamento as estrelas brilhantes
Ergue-se o vapor em fúria e arde o fogo vital
E as altas chamas dançam contra o próprio céu
Irmãos lutarão e darão a morte uns aos outros
Filhos de irmãs romperão os laços de sangue
Estremece o freixo Yggdrasil, ainda de pé
Geme a antiga árvore, e o gigante se liberta
Uiva alto o cão Garm diante de Gnipahellir
As amarras se romperão, e o lobo correrá livre
Caem as cascatas, voa a águia no alto
Aquela que nas montanhas caça os peixes
Ela vê um salão erguido, mais belo que o sol
Coberto de ouro, no alto de Gimlé
Lá habitarão as hostes justas
E por toda a eternidade desfrutarão da alegria