Mi cerebro está podrido
Empezó a brillar el aire
Y me raspa entre las carnes
Me desvío la atención
Paro y escupo en el barro
Que se entierre bien abajo
Mi negra preocupación
Esfumábase la gente
Que cruzaba por delante
Hay un volcán aquí, en mi mente
Que desgarra y que me rompe
Que me escoño y que me come
Que me estalla en los cojones
Todo Dios me está mirando
Joder, es que hago mucho ruido
Creo que estarán escuchando
Los dos cascabeles que me cuelgan del pepino
(Que me cuelgan del pepino)
(Que me cuelgan del pepino)
(Que me cuelgan del pepino)
Todo parece perdido
Mi cerebro está podrido
Porque no puede entender
Que no quiero sentirme solo
Cuando me hago para un lado
No es para alejarme es para aprender
Que me encante estar solico
Entre pastos quebradizos
No tiene nada que ver
Con sentirse abandonado
Cuando se está rodeado
No es tan difícil de entender
Todo Dios me está mirando
Joder, es que hago mucho ruido
Creo que estarán escuchando
Los dos cascabeles que me cuelgan del pepino
(Que me cuelgan del pepino)
(Que me cuelgan del pepino)
(Que me cuelgan del pepino)
Todo Dios me está mirando
Joder, es que hago mucho ruido
Creo que estarán escuchando
Los dos cascabeles que me cuelgan del pepino
Y en el más oscuro de mis agujeros
Asoma la cabeza un trozo de mierda por salir primero
Más no encuentra fuerzas para mover su cuerpo
Y busca la ayuda de un sonoro pedo
El ágil mojoncillo se propulsa hasta el suelo
Y ahora todo está manchado moverme me da miedo
Todo está cubierto, el rollo de papel enterrado en el cieno
No me queda más remedio que limpiarme con el dedo
Meu cérebro está podre
Começou a brilhar o ar
E me arranha entre as carnes
Desvio a atenção
Paro e cuspo no barro
Que se enterre bem lá embaixo
Minha preocupação negra
A galera ia sumindo
Que passava na minha frente
Tem um vulcão aqui, na minha mente
Que rasga e que me quebra
Que me fode e que me come
Que estoura nos meus ovos
Todo mundo tá me olhando
Porra, é que eu faço muito barulho
Acho que estão ouvindo
Os dois sinos que pendem do meu pinto
(Que pendem do meu pinto)
(Que pendem do meu pinto)
(Que pendem do meu pinto)
Tudo parece perdido
Meu cérebro tá podre
Porque não consegue entender
Que não quero me sentir sozinho
Quando me afasto um pouco
Não é pra me afastar, é pra aprender
Que eu adoro ficar sozinho
Entre pastos quebradiços
Não tem nada a ver
Com se sentir abandonado
Quando se está cercado
Não é tão difícil de entender
Todo mundo tá me olhando
Porra, é que eu faço muito barulho
Acho que estão ouvindo
Os dois sinos que pendem do meu pinto
(Que pendem do meu pinto)
(Que pendem do meu pinto)
(Que pendem do meu pinto)
Todo mundo tá me olhando
Porra, é que eu faço muito barulho
Acho que estão ouvindo
Os dois sinos que pendem do meu pinto
E no mais escuro dos meus buracos
Surge a cabeça um pedaço de merda pra sair primeiro
Mas não encontra forças pra mover seu corpo
E busca a ajuda de um peido sonoro
O ágil cocô se impulsiona até o chão
E agora tudo tá manchado, me mover dá medo
Tudo tá coberto, o rolo de papel enterrado na lama
Não me resta mais nada a não ser me limpar com o dedo