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Seguros Tumbados

El Aboytes y Su Carril Izquierdo

Seguros Tumbados

Voy a contarles un poco de la historia que viví allá por mi rancho
Sin olvidarme tampoco esa gente que se me murió peleando
13 se escuchaba por aquellos radios pendientes de los contrarios
Esos años cuando se vino la guerra las Tatemas era el blanco

Saben bien que no las agarraron tan fácil aunque faltaba el centavo
Porque nos unimos como una familia y de frente le atoramos
Hubo veces que traíamos poco parque pero nunca nos rajamos
El apoyo y el recurso nos faltaba pero huevos nos sobraron

Bien recuerdo aquel arroyo del coyote cuando a mi mujer mataron
No sé si eran para mi aquellos chingazos o fue por hacerme el daño
Desde entonces yo y mi hijo 27 pasamos un trago amargo
Nos pasábamos los días con sus noches con el seguro tumbado

Por una mujer yo nunca me detuve aunque problemas hubiera
Con dinero y sin dinero las mantuve pa mi eran mi vida entera
Dejé huella en este mundo varios hijos día y noche me recuerdan
Y a mis padres perdón por ser aquel el hijo que les desobedeciera

Yo me fui pero hay se ve la polvareda de dos o tres camionetas
No crean que a quedado solo las Tatemas mi gente sigue en la quema
La plebada sigue cuidando su tierra no se afloja la pechera
Un número 27 los navegan entre barracos y brechas

Me despido vámonos compa Palomas otro mundo nos espera
Yo fui Rules el que defendió su tierra y que no metió reversa
Ay les dejo las riendas de mi caballo junto con mi cachas güeras
Con orgullo dónde esté estaré gritando siempre arriba las Tatemas

Seguros Tumbados

Vou contar um pouco da história que vivi lá no meu rancho
Sem esquecer também daquela gente que morreu lutando
13 se escutava por aqueles rádios, atentos aos inimigos
Aqueles anos quando a guerra chegou, as Tatemas eram o alvo

Sabem bem que não nos pegaram tão fácil, mesmo faltando um centavo
Porque nos unimos como uma família e encaramos de frente
Houve vezes que estávamos com pouca munição, mas nunca recuamos
O apoio e os recursos nos faltavam, mas coragem não nos faltou

Bem me lembro daquele córrego do coiote quando mataram minha mulher
Não sei se aqueles tiros eram pra mim ou se era pra me fazer mal
Desde então, eu e meu filho 27 passamos por um momento difícil
Passávamos os dias e as noites com o seguro tumbado

Por uma mulher eu nunca parei, mesmo com problemas surgindo
Com dinheiro e sem dinheiro, as mantive, pra mim eram minha vida inteira
Deixei minha marca neste mundo, vários filhos dia e noite me lembram
E aos meus pais, perdão por ser aquele filho que desobedeceu

Eu fui embora, mas se vê a poeira de duas ou três caminhonetes
Não pensem que as Tatemas ficaram sozinhas, minha gente ainda tá na luta
A galera continua cuidando da sua terra, não afrouxam a pressão
Um número 27 os navega entre barrancos e trilhas

Me despeço, vamos nessa, compa Palomas, outro mundo nos espera
Eu fui Rules, o que defendeu sua terra e não deu pra trás
Aí deixo as rédeas do meu cavalo junto com meu cachorrinho loiro
Com orgulho, onde quer que eu esteja, estarei gritando sempre: viva as Tatemas!

Composição: Jesús Arnoldo Aboytes Aboytes