395px

Histérica

Elane Meta

Histérica

Sé que algunas veces tengo ratitos de histérica
Esto significa tía quiero estar solita
No es por ti es por mí es por mi ética disculpa si me marcho, pero sé alguien que me flipa
Luz dime que no necesitas libertad
Si tu cuerpo pide a gritos la necesidad de dármela
Somos las hijas de las brujas que quemaste
Las perras que te ladran cuando miras por el parque

Y tú que vas con tus pasitos elegantes, tu prepotencia y tus botitas de Versace
Tu mala cara cuando sales por la calle
Luego vienes y me dices
Corre que no nos ve nadie
Y que mal suena
Viva el amor romántico
No es nada lógico, es algo trágico, difícil de aceptar algo tan paradójico
¿Tú el principe machini y yo la princesa de trapo?

Loquita mía
Tú que me has dao'
Un poquito de esperanza en este mundo tan aislao'
Tan cerrao' enjaulao' en uno mismo
Sin nada que esperar de aceptación y feminismo

Por favor te lo pido por favor
Nunca dejes de pensar que puede haber algo mejor
Que el dolor cuando nace desde el alma
No te preocupes tía la tormenta luego calma
Qué guapa estabas cuando hablabas de ser libre
De esas guerrillas, de baladas imposibles de tus locuras, de las ganas de comerme
Y de la pena que me daba tu miedo a desinhibirte

Histérica

Eu sei que às vezes tenho momentos histéricos
Isso significa que, tia, eu quero ficar sozinha
Não é por você, é por mim, é pela minha ética, desculpe se eu sair, mas eu sei de alguém que me fascina
Luz, me diga que não precisa de liberdade
Seu corpo clama pela necessidade de me dar
Somos as filhas das bruxas que você queimou
As cadelas que latem quando você passa pelo parque

E você, que vai com seus passos elegantes, sua prepotência e suas botas da Versace
Sua cara feia quando sai pela rua
Depois vem e me diz
Corre, que ninguém nos vê
E soa tão mal
Viva o amor romântico
Não é nada lógico, é algo trágico, difícil de aceitar algo tão paradoxal
Você, o príncipe machista e eu, a princesa de trapo?

Minha louquinha
Você que me deu
Um pouco de esperança neste mundo tão isolado
Tão fechado, enjaulado em si mesmo
Sem nada a esperar de aceitação e feminismo

Por favor, eu te peço, por favor
Nunca pare de pensar que pode haver algo melhor
Do que a dor quando nasce da alma
Não se preocupe, tia, a tempestade depois acalma
Como você estava bonita quando falava em ser livre
Daquelas guerrilhas, das baladas impossíveis, de suas loucuras, da vontade de me comer
E da pena que eu sentia da sua inibição

Composição: Elena Maté Zaragoza