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Do Fundo das Trevas

Elend

Du Tréfonds Des Ténèbres

Horror, Lucifer solutus,
Anguis a catenis suis liberatus.
A sparkling shade of hate embraced the whole horizon.
A shadow of horror is risen
The Sun is bent,
Consumed with deepest sins.
Terror rains from the skies.
De caelo pluit terrore,
Igne et aestu, igne ardenti,
In fornacem ignis aeterni.
Abyssus umbras suas ingentes
Iacet in latera adamanteia.
Nos devorat lux repercussa.
Above your visions, a circumradiant Sun,
And in your Eyes, vibrant with echoes,
A deafening and neverending commotion.
The path of the Angel is a firmament of tears.
Fawn blazes of fury from the First Eye of God.
Mikhael. Raphael. Gabriel. Uriel. Raguel. Sarakiel.
Moloch. Chamos. Baalim. Ashtaroth. Astarte.
Belial. Beelzebub. Apollyon.
In Inferno reigned the enchanters of pain.
We write the scriptures of moans.
We spread the spawn of Despair.

Shaitan Lucifer
Lucifer, qui mane oriebaris.
Kill me for Thy Name's Sake.

Omega and alpha, the last and the first,
He that liveth through death and life inverted.
Hell was not so dark a labyrinth to hide this face,
Admire it scarred by lightnings.
For Thee I beheld no Mercy Seat of gold...
But the screams of Heaven crucified.
In profundis tenebrarum
Aurei cruentique solis occasus.
Dominus fletum e Styge hausit,
Solus beryllus continet lucentes illas lacrimas.
Dominus fletum e Styge hausit,
Tamen in eius profundis abyssus abyssum invocat.
The Light echoes the Light.
The dead envy the dead.
Our burned feathers cloud
The infinite reflexion of the decentred moons.
In the dead of night,
The heart of the night
Knows a more shining star.

Sub atro sole
Tenebris lucet abyssus temporis.
Domini nomen foedatum,
Peritum regnum caelorum.

I unname Thee, Ialdabaoth.

Under a black sunset
Every creature foundered
In the petrifying abyss of Time.
Paradise regained!
Paradise regained!
Paradise regained!
We'll reap the fruits of glory...

Miserere

Do Fundo das Trevas

Horror, Lúcifer solto,
Serpente libertada de suas correntes.
Uma sombra brilhante de ódio abraçou todo o horizonte.
Uma sombra de horror se ergueu
O Sol se curva,
Consumido pelos mais profundos pecados.
O terror cai do céu.
De caelo pluit terrore,
Fogo e calor, fogo ardente,
Na fornalha do fogo eterno.
O abismo de sombras imensas
Jaz nas laterais de adamante.
A luz refletida nos devora.
Acima das suas visões, um Sol radiante,
E em seus Olhos, vibrantes com ecos,
Uma comoção ensurdecedora e interminável.
O caminho do Anjo é um firmamento de lágrimas.
Chamas de fúria do Primeiro Olho de Deus.
Mikhael. Rafael. Gabriel. Uriel. Raguel. Sarakiel.
Moloque. Chamos. Baal. Astarote. Astarte.
Belial. Beelzebu. Apolion.
No Inferno reinaram os encantadores da dor.
Escrevemos as escrituras dos gemidos.
Espalhamos a prole do Desespero.

Shaitan Lúcifer
Lúcifer, que ao amanhecer eu clamava.
Mate-me pelo Teu Nome.

Ômega e alfa, o último e o primeiro,
Aquele que vive através da morte e da vida invertida.
O inferno não era um labirinto tão escuro para esconder este rosto,
Admire-o marcado por relâmpagos.
Pois para Ti não vi um Trono de Ouro...
Mas os gritos do Céu crucificado.
Nas profundezas das trevas
O pôr do sol dourado e ensanguentado.
O Senhor bebeu as lágrimas do Estige,
Apenas o berilo contém aquelas lágrimas brilhantes.
O Senhor bebeu as lágrimas do Estige,
Contudo, em suas profundezas, abismo clama por abismo.
A Luz ecoa a Luz.
Os mortos invejam os mortos.
Nossas penas queimadas nublam
A reflexão infinita das luas descentralizadas.
No coração da noite,
O coração da noite
Conhece uma estrela mais brilhante.

Sob o sol sombrio
A escuridão brilha no abismo do tempo.
O nome do Senhor é profanado,
O reino dos céus é perdido.

Eu não nomeio Te, Ialdabaoth.

Sob um pôr do sol negro
Toda criatura naufragou
No abismo petrificante do Tempo.
O Paraíso recuperado!
O Paraíso recuperado!
O Paraíso recuperado!
Colheremos os frutos da glória...

Miserere

Composição: Alexandre Hasnaoui / Tschirner