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Cães e Donos de Cães

Elio E Le Storie Tese

Cani E Padroni Di Cani

Cani e padroni di cani,
posso stringervi le mani molto forte
in uno strumento di tortura e di morte?
Perché ho appena pestato una merda di cane
che ora è un tutt'uno con le righine
delle suole delle mie scarpe sportive nuove.

Bastoncino di ghiacciolo consumato
da una giovane ragazza (Non mi gettare).
Bastoncino che utilizzo per rimuovere
la merda dalla scarpa (Che poi mi riutilizzerai).
Bastoncino, bastoncino, avresti mai pensato
di finir così, quando fosti ricavato da quel pino lì?

Bastoncino, dimmi tu cos'hai pensato
mentre la menta ti si gelava intorno.
Quanti sogni finiti dentro il ghiaccio,
quante speranze finite nella merdas.
Nella merdas.

Cani e padroni di cani,
le mie scarpe sportive
sono tutte smerdate
e adesso voi me le ricomprate.

"Guardi che porta fortuna,
a tutti è capitato di pestarne una!"

Sì, ma non con le scarpe sportive alla moda
che mi sono costate grandi sacrifizi
e ora sono - come dire? - sporche.
E ora sono - come dire? - sporche.

Bastoncino di ghiacciolo consumato
da una giovane ragazza (Non mi gettare).
Bastoncino di ghiacciolo ti ho trovato
e adesso sei la mia salvezza (Che poi mi riutilizzerai).

Ti ho guardato, mi hai guardato.
Ti ho raccolto, mi hai pulito.
Ti ho gettato e poi, pentito,
ti ho ripreso per tenerti sempre qui.
E allora pulisci. Pulisci. Pulisci!

E pensare, bastoncino,
che risolvi quel problema lì.
(sì, risolvo quel problema lì.
risolvo quel problema lì!)

E forse questa è la missione, bastoncino:
dentro ad un calcetto o fra le righe di una suola
per liberarti dal tuo gelido destino;
il tuo modo di gridare al mondo:
"Sono vivos. Sono vivos!"

Bastoncino, tu mi insegni che da un pino
si ricava un bastoncino.
Tutto il resto, bastoncino, sono trucioli,
bastoni e segatura (o al limite Pinocchio).

Cães e Donos de Cães

Cães e donos de cães,
posso apertar suas mãos bem forte
num instrumento de tortura e morte?
Porque acabei de pisar numa merda de cachorro
que agora tá grudada nas ranhuras
das solas dos meus tênis novos.

Picolé já derretido
por uma garota jovem (Não me jogue fora).
Picolé que uso pra tirar
merda do sapato (Que depois você vai reutilizar).
Picolé, picolé, você já pensou
em acabar assim, quando foi feito daquele pinheiro ali?

Picolé, me diga o que você pensou
enquanto a menta te congelava ao redor.
Quantos sonhos acabaram no gelo,
quantas esperanças acabaram na merda.
Na merda.

Cães e donos de cães,
meus tênis
estão todos sujos
e agora vocês vão me comprar outros.

"Olha, isso dá sorte,
todo mundo já pisou em uma!"

Sim, mas não com os tênis da moda
que me custaram grandes sacrifícios
e agora estão - como dizer? - sujos.
E agora estão - como dizer? - sujos.

Picolé já derretido
por uma garota jovem (Não me jogue fora).
Picolé eu encontrei
e agora você é minha salvação (Que depois você vai reutilizar).

Eu te olhei, você me olhou.
Eu te peguei, você me limpou.
Eu te joguei e depois, arrependido,
te peguei de volta pra te manter sempre aqui.
E então limpe. Limpe. Limpe!

E pensar, picolé,
que você resolve esse problema.
(sim, eu resolvo esse problema.
esse problema eu resolvo!)

E talvez essa seja a missão, picolé:
dentro de um tênis ou entre as ranhuras de uma sola
pra te libertar do seu destino gelado;
seu jeito de gritar pro mundo:
"Estou vivo. Estou vivo!"

Picolé, você me ensina que de um pinheiro
se faz um picolé.
Todo o resto, picolé, são lascas,
bastões e serragem (ou no limite, Pinóquio).

Composição: