Ser poeta
É ser mais alto
É ser maior
Do que os homens!
Morder
Como quem beija!
É ser mendigo
E dar, como quem seja
Rei do Reino
De Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos
O esplendor
E não saber sequer
Que se deseja!
É ter cá dentro
Um astro que flameja
É ter garras
E asas de condor!
É ter fome
É ter sede de Infinito!
Por elmo
As manhas de oiro
E de cetim
É condensar o mundo
Num só grito!
E é amar-te, assim
Perdidamente
É seres alma, e sangue
E vida em mim
E dizê-lo cantando
A toda a gente!
E é amar-te, assim
Perdidamente
É seres alma, e sangue
E vida em mim
E dizê-lo cantando
A toda a gente!
Ser poeta
É ser mais alto
É ser maior
Do que os homens!
Morder
Como quem beija!
É ser mendigo
E dar, como quem seja
Rei do Reino
De Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos
O esplendor
E não saber sequer
Que se deseja!
É ter cá dentro
Um astro que flameja
É ter garras
E asas de condor!
E é amar-te, assim
Perdidamente
É seres alma, e sangue
E vida em mim
E dizê-lo cantando
A toda a gente!
E é amar-te, assim
Perdidamente
É seres alma, e sangue
E vida em mim
E dizê-lo cantando
A toda a gente!
E é amar-te, assim
Perdidamente
É seres alma, e sangue
E vida em mim
E dizê-lo cantando
A toda a gente!
Composição: Florbela Espanca, Trovante (P 3)