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Cor Eu

Emilio Villa

Color Yo

Luz
Sin fin
Entinta los vocablos pa que ardan

Gis
Sutil
Delinea mi contorno pan tostado

Diluí
Crayones, en un gran coctel de trazos

Intensamente
En dos mil trece
Iluminé un rubor y vi
Mi techo transparente
Tan cosméticamente
Teñí mi corazón

Supe de la pincelada que latió

Y me buscaba por la ciudad
Entre destellos que maquillar
Y me buscaba
Con ese ánimo de ser
Color yo

Y te vi
Llevabas el bronceado de la tarde

Dibujé
Con rímel, esos lienzos del celaje

Al sur
Torné sin antifaz
Y fue como rodar cortometrajes

Intensamente
Iridiscentes
Linternas en cairel sentí
El gris que me botaba
Salió por la mañana
Vestido de arrebol

Supe de la pincelada que soñó

Y me buscaba una melodía
Sal en mi vida, tan desabrida
Un arcoíris
En mi quimera por hallar
Color yo

Cor Eu

Luz
Sem fim
Tinge as palavras pra que queimem

Giz
Sutil
Delimita meu contorno tostado

Diluí
Giz de cera, em um grande coquetel de traços

Intensamente
Em dois mil e treze
Iluminei um rubor e vi
Meu teto transparente
Tão cosmeticamente
Tintei meu coração

Soube da pincelada que pulsou

E me procurava pela cidade
Entre brilhos que eu queria maquiar
E me procurava
Com essa vontade de ser
Cor eu

E te vi
Você trazia o bronzeado da tarde

Desenhei
Com rímel, essas telas do céu

Pro sul
Mudei sem máscara
E foi como rodar curtas-metragens

Intensamente
Iridescentes
Lanternas em cairel senti
O cinza que me jogava
Saiu pela manhã
Vestido de arrebol

Soube da pincelada que sonhou

E me procurava uma melodia
Sal na minha vida, tão sem graça
Um arco-íris
Na minha quimera por encontrar
Cor eu

Composição: Emilio Villa