Passei o verniz no laço
Um mocotó no meu braço
E meu mandei pro rodeio
Com meu lenço colorado
O meu bilontra tapeado
De escorar tempo feio
Essa é a vida de um peão
Quando reza a oração
Pro patrão lhe dispensar
Sempre sonhando com o carro na inscrição
Bate forte o coração
Pede a sorte lhe ajudar
(Vai dando porta, porteiro, pode dar porta!)
(Largo atrás e busco a volta)
(De levantar o meu laço)
(Saio lidando, oito metro e quatro rolha)
(Regulamento é escolha pra quem tem força no braço)
Tenho uma zaina delgada
Quarto de milha cruzada
Com crioulo lá dos bastos
Só tem zebu ou charola
Que faça rosca na cola
Eu laço é cruzando o rastro
Contrataram o Reinaldo
Pra trazer os aporreados
Da Tropilha da Floresta
A Diaba Loira, o Pato Preto e a Chiquinha
Reboliço e a andorinha
Pra ficar melhor a festa