Cheiro de café passado no pano
Galo cantando lá no quintal
No rádio a sanfona puxa o dia
Na cozinha, mesa farta pra sentar
Vida tranquila, sem vaidade
Coração limpo de verdade
Gente que vive sem precisar
De muita coisa pra se alegrar
Coisas do nordeste
Vida simples que aquece
Felicidade que não dá pra explicar
Tem cheiro de mato no barro molhado
Só entende quem viveu por lá
Fim da tarde, banho de açude
Água fria pra se refrescar
Rapadura adoçando a vida
Doce lembrança que trago de lá
Vaquejada levantando poeira
O povo todo ali a observar
Riso solto, gente reunida
E o forró no meio do lugar
Coisas do nordeste
Vida simples que aquece
Felicidade que não dá pra explicar
Tem cheiro de mato no barro molhado
Só entende quem viveu por lá
E quem já sentiu esse lugar
Leva no peito por onde andar