Carpeta
No te andés haciendo el rana que vas muerto en la parada.
No manyás que estás hablando con un piola de verdá...
Yo sé bien que porque, anoche, se piantó tu peor es nada,
hoy te andás mamando solo, pero te doy mancada,
cuando a cada dos palabras, sin querer me la nombrás.
Te estoy viendo curda y triste y me lo negás... ¡Diquero!
Como si yo fuera ciego pa'no ver lo que sufrís...
Yo soy siempre un buen gomía en la buena y en la fulera.
Deschavate y no me escondas -te lo dice un calavera-
¡yo pasé por esos trances y me duele verte así!...
Vos tenés que hacerte el fuerte, demostrar esa carpeta,
aunque adentro te camine, como a mí, la procesión.
Desde pibe fui ligero y tiraba la "mosqueta"
y hoy que manyo este escolazo puedo darte la receta:
"Meté siempre rueda libre, cuando usés el corazón".
Carpeta
Não fica fazendo de conta que tá tudo bem na parada.
Não percebe que tá falando com um cara de verdade...
Eu sei bem que porque, ontem à noite, seu pior amigo sumiu,
hoje você tá se fazendo de vítima, mas eu te dou uma força,
quando a cada duas palavras, sem querer você menciona ele.
Tô te vendo bêbado e triste e você nega... Que droga!
Como se eu fosse cego pra não ver o que você tá passando...
Eu sou sempre um bom amigo na boa e na ruim.
Se abre e não me esconde -te falo como um cara que já viveu-
Eu passei por essas situações e me dói te ver assim!...
Você tem que se fazer de forte, mostrar essa fachada,
mesmo que por dentro você sinta, como eu, a pressão.
Desde moleque fui ligeiro e jogava a real
E hoje que entendo essa situação, posso te dar a dica:
"Sempre mantenha a mente aberta, quando usar o coração."
Composição: Enrique Cadícamo