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Copen a Banca

Enrique Dizeo

Copen la banca

Cadenero de buen porte, garabito a la piu bela,
pinta brava de muchacho con tu jetra shushetín,
académico en el arte de tallar a la alta escuela,
con razón bancás el juego más debute de quiniela
y tirás monte con puerta en lo del viejo Anyulín.

La corriste siempre en yunta con el lince veterano.
Muchos años de servicio en la vida ya llevás.
A tu juego te llamaron si hay bochinche en el pantano
porque sos la zurda linda, la muñeca... Si es en vano
que chamuyen los pipiolos que pegás, pero de atrás...

Vos copaste cualquier banca y cantaste las cuarenta.
Con parolas de platino tus hazañas quedarán.
En la historia de los reos, donde todo se comenta
dormita la biografía del cacique de más menta
como un recuerdo mistongo de los ranas que se van.

Embrocás todito el paño que apoliya sobre el mapa.
Zapateaste por el Este, por el Norte y por el Sur.
Te respetan los vivillos y, todavía, de yapa,
no te falta quien te alise, quien te planche la solapa
con halagos amorosos porque valés un Perú.

Dale gracia a la gambeta que apañaste en la experiencia
y a la astucia de hombre sabio si hoy cargás mucho parné.
Has vivido echando buena en la cancha de la ciencia...
Si hasta el tira, cada tanto, quince días de licencia
te los da para que yires ostentando el pedigree.

Copen a Banca

Cadeirante de bom porte, garabito na mais bela,
pinta brava de moleque com sua cara de safado,
acadêmico na arte de se dar bem na alta escola,
com razão você banca o jogo mais novo de loteria
e tira onda com a porta no velho Anyulín.

Você sempre correu junto com o lince veterano.
Muitos anos de serviço na vida você já tem.
Te chamam pro jogo se rola confusão no pântano
porque você é a canhota linda, a boneca... Se é em vão
que os novatos falam que você bate, mas por trás...

Você dominou qualquer banca e cantou as quarenta.
Com palavras de platina suas façanhas vão ficar.
Na história dos presos, onde tudo se comenta
dormita a biografia do cacique mais esperto
como uma lembrança suja dos sapos que se vão.

Você emenda todo o pano que brilha sobre o mapa.
Você dançou pelo Leste, pelo Norte e pelo Sul.
Te respeitam os espertos e, ainda por cima,
não falta quem te alise, quem te passe a lapela
com elogios amorosos porque você vale um Peru.

Dê graça à gambeta que você aprendeu na experiência
e à astúcia de homem sábio se hoje você carrega muita grana.
Você viveu jogando limpo na quadra da ciência...
Se até o tira, de vez em quando, quinze dias de licença
te dá pra você ostentar o pedigree.

Composição: