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É a Única Verdade

Enrique Lary

Es La Única Verdad

Estoy aquí en mi casa,
Mis hijos juegan y me llaman...
Nadie sabe de este horrible torbellino
Que hay en mí.
Mi alma, pobre alma destrozada,
Sufre, llora y se desangra,
Y aunque estoy, no estoy aquí.

Me besa mi mujer, a quien no beso,
Porque son tuyos mis besos
Como es tuya mi pasión.
Sin embargo, ayer tarde, he resuelto,
Solamente por mis hijos,
Alejarme de tu amor.

Mis hijos siempre,
Siempre, siempre mis hijos,
Son tan chicos, pobrecitos,
Yo no puedo abandonarlos.
Y aunque sé que necesito
De tu amor idolatrado,
Yo prefiero este suplicio
A tener que avergonzarlos.

¡te quiero,
Pero más quiero a mis hijos!
Recién llego a comprenderlo...
¡es la única verdad!

Que triste es vivir así, muriendo,
Junto a quien ya no queremos,
Escondiendo la verdad.
Y todo resignamos por los hijos,
Porque hay algo en nuestro instinto
Que nos llama a razonar.
No te engaño, no, mi amor,
No fue un capricho,
No cambié ni soy distinto,
Yo te quiero siempre igual.

É a Única Verdade

Estou aqui na minha casa,
Meus filhos brincam e me chamam...
Ninguém sabe desse horrível turbilhão
Que existe em mim.
Minha alma, pobre alma despedaçada,
Sofre, chora e se desangra,
E embora esteja, não estou aqui.

Minha mulher me beija, a quem não beijo,
Porque meus beijos são seus
Como é sua minha paixão.
No entanto, ontem à tarde, decidi,
Somente pelos meus filhos,
Me afastar do seu amor.

Meus filhos sempre,
Sempre, sempre meus filhos,
São tão pequenos, coitadinhos,
Eu não posso abandoná-los.
E embora saiba que preciso
Do seu amor idolatrado,
Prefiro esse suplício
A ter que envergonhá-los.

Eu te amo,
Mas amo mais meus filhos!
Acabei de entender...
É a única verdade!

Que triste é viver assim, morrendo,
Ao lado de quem já não queremos,
Escondendo a verdade.
E tudo resignamos pelos filhos,
Porque há algo em nosso instinto
Que nos chama a raciocinar.
Não te engano, não, meu amor,
Não foi um capricho,
Não mudei nem sou diferente,
Eu te amo sempre igual.

Composição: