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Grão-de-bico

Enrique Ramil

Garbanzos

Puedo ser, simplemente ser
No sé quién seré mañana, sé muy bien quién fuiste ayer
Puedo ser, simplemente ser
Seré quien me venga en ganas
Lo importante es ser y dejar ser a cada cual lo que se es

No somos nadie para juzgarnos, somos garbanzos de un mismo tarro
No somos nadie, propios y extraños, somos garbanzos de un mismo tarro

Un día arriba y otro abajo
Lo sé bien, poco puedo hacer
Hoy será igual que mañana, y creo que esto ya lo he visto ayer
No sé bien, deja de creer que si yo pierdo tu' ganas, un pedacito más grande del pastel

No somos nadie para juzgarnos, somos garbanzos de un mismo tarro
No somos nadie, propios y extraños, somos garbanzos de un mismo tarro

Un día arriba y otro abajo
No somos nadie
No somos nadie
No somos nadie
No somos nadie
No somos nadie

No somos nadie para juzgarnos, somos garbanzos de un mismo tarro
No somos nadie, propios y extraños, somos garbanzos de un mismo tarro

No somos nadie para juzgarnos, somos garbanzos de un mismo tarro
No somos nadie para juzgarnos, somos garbanzos de un mismo tarro

Grão-de-bico

Posso ser, simplesmente ser
Não sei quem serei amanhã, sei muito bem quem foste ontem
Posso ser, simplesmente ser
Serei quem me der vontade
O importante é ser e deixar ser cada um como é

Não somos ninguém para nos julgarmos, somos grãos-de-bico do mesmo pote
Não somos ninguém, próprios e estranhos, somos grãos-de-bico do mesmo pote

Um dia em cima e outro embaixo
Sei bem, pouco posso fazer
Hoje será igual a amanhã, e acho que já vi isso ontem
Não sei bem, para de acreditar que se eu perco tu ganhas, um pedacinho maior do bolo

Não somos ninguém para nos julgarmos, somos grãos-de-bico do mesmo pote
Não somos ninguém, próprios e estranhos, somos grãos-de-bico do mesmo pote

Um dia em cima e outro embaixo
Não somos ninguém
Não somos ninguém
Não somos ninguém
Não somos ninguém
Não somos ninguém

Não somos ninguém para nos julgarmos, somos grãos-de-bico do mesmo pote
Não somos ninguém, próprios e estranhos, somos grãos-de-bico do mesmo pote

Não somos ninguém para nos julgarmos, somos grãos-de-bico do mesmo pote
Não somos ninguém para nos julgarmos, somos grãos-de-bico do mesmo pote

Composição: Manuel Ramil