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Soneto pra Ti

EstereOn

Pela vidraça, quase não te vejo
Mas o que vejo é eloquente como os murmúrios que sei de cor
O teu reflexo é brando como as manhãs de verão
E denso, e inteiro, e multiforme

O futuro brinca com o presente que o compõe em versos
Enquanto sonhamos com dias de Sol
E o horizonte se forma e se transforma concreto
Sob a esperança que somente espera, por esperar

E o mar se reparte em dois desejos
E a brisa acalenta as marés enquanto observamos
O tempo doce e quente que ainda não vivemos

O sentimento do mundo, que nem é tão belo, se difunde
Na poesia, que por si só se desenlaça e canta os grandes amores
De tantas vidas, distraídas, eternas, em cores
Pela vidraça do teu olhar

O futuro brinca com o presente que o compõe em versos
Enquanto sonhamos com dias de Sol
E o horizonte se forma e se transforma concreto
Sob a esperança que somente espera, por esperar

E o mar se reparte em dois desejos
E a brisa acalenta as marés enquanto observamos
O tempo doce e quente que ainda não vivemos

O sentimento do mundo, que nem é tão belo, se difunde
Na poesia, que por si só se desenlaça e canta os grandes amores
De tantas vidas, distraídas, eternas, em cores
Pela vidraça do teu olhar

Pela vidraça do teu olhar

Composição: Patrícia Castellani