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Seu Cigano

Estopa

Tu Calorro

Fui a la orilla del río
Y vi que estabas muy sola
Vi que te habías dormido
Vi que crecían amapolas

En lo alto de tu pecho
Tu pecho hecho en la gloria
Yo me fui pa' ti derecho
Y así, entraste en mi memoria

Tú me vestiste los ojos
Yo te quitaba la ropa
Todas las palomas que cojo
Vuelan a la pata coja

Tú ibas abriendo las alas
Yo iba cerrando la boca
Tú eras flor desarropada
Y yo, el calorro que te arropa

Tu perfume es el veneno
Que contamina el aire que tu pelo corta
Que me corta hasta el habla y el entendimiento
Porque es la droga que vuelve mi cabeza loca

Después me quedo dormido
Y en una cama más dura que una roca
Soñando que aún no te has ido
Soñando que aún me tocas

Y el Sol se va sonrojando
Porque la noche le va cayendo
Los pájaros van llegando
Los árboles tienen sueño

Sus hojas ya se han cansado
De aguantar tanto el invierno
Y yo sigo aquí a tu lado
Y hasta que me lleve el viento

De luto, se pone el cielo
Que viene con nubes negras
¿Será porque tiene celos
De que, esta noche, te tenga?

Que oscuro que se está haciendo
Échale leña a la hoguera
La hoguera del sentimiento
Que arde si estoy a tu vera

Tu perfume es el veneno
Que contamina el aire que tu pelo corta
Que me corta hasta el habla y el entendimiento
Porque es la droga que vuelve mi cabeza loca

Después me quedo dormido
Y en una cama más dura que una roca
Soñando que aún no te has ido
Soñando que aún me tocas

Tu perfume es el veneno
Que contamina el aire que tu pelo corta
Que me corta hasta el habla y el entendimiento
Porque es la droga que vuelve mi cabeza loca

Después me quedo dormido
Y en una cama más dura que una roca
Soñando que aún no te has ido
Soñando que aún me tocas

Tu perfume es el veneno
Que contamina el aire que tu pelo corta
Que me corta hasta el habla y el entendimiento
Porque es la droga que vuelve mi cabeza loca

Después me quedo dormido
Y en una cama más dura que una roca
Soñando que aún no te has ido
Soñando que aún me tocas

Seu Cigano

Fui à beira do rio
E vi que você estava muito sozinha
Vi que você tinha adormecido
Vi que cresciam papoulas

No alto do seu peito
Seu peito feito na glória
Eu fui direto até você
E assim, você entrou na minha memória

Você me vestia os olhos
Eu tirava sua roupa
Todas as pombas que eu pego
Voam mancando de uma perna

Você ia abrindo as asas
Eu ia fechando a boca
Você era flor descoberta
E eu, o cigano que te cobre

O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca

Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca

E o Sol vai ficando corado
Porque a noite vai caindo sobre ele
Os pássaros vão chegando
As árvores têm sono

Suas folhas já se cansaram
De aguentar tanto o inverno
E eu continuo aqui ao seu lado
Até que o vento me leve

De luto, se veste o céu
Que vem com nuvens negras
Será porque sente ciúmes
De que eu te tenha essa noite?

Que escuro está ficando
Coloque lenha na fogueira
Na fogueira do sentimento
Que queima se estou ao seu lado

O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca

Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca

O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca

Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca

O seu perfume é o veneno
Que contamina o ar que o seu cabelo corta
Que me corta até a fala e o entendimento
Porque é a droga que deixa minha cabeça louca

Depois eu adormeço
Numa cama mais dura que uma rocha
Sonhando que você ainda não foi embora
Sonhando que você ainda me toca

Composição: David Muñoz / José Muñoz