La Del Lute
Vivo debajo de un puente
La acera está fría
La hoguera es caliente
Han tirado un mueble
Que no puede abrirse
Y ayer ví una rata
De pena morirse
Pues yo vivo dentro de un castillo
Ayer eché a tu madre
Fuera del servicio
Me he comprado un pedazo de carro
Que no puede abrirse
Sin tener la llave
Mi coche no abres
Como te muevas, te mato
Le dijo el indigente
Al bancario
Lléname esta bolsa
De papeles, pero
No me vayas a echar
El calendario
Te regalo mi retrato
Pa que me saques
Bien en el telediario
Voy a ser más famoso que el lute
Dentro de la gente
De mi vecindario
Ninononinononino
Gritos de sirenas
Se escuchan dos tiros
Me voy pa lante
Como todos
¡¿y qué?!
Pa lo que iba a perder
Ni que estuviera viviendo
En el ritz
Qué risa me da
Cuando me acuerdo de ti
Ya ves cabrón
Calentito voy a estar
Techo, cama, papeo,
Y humanidad
Ya ves si me acuerdo
Como llegué hasta aquí
¡ya ves, cabrón
¡ como me acuerdo de tí!
O Lute
Vivo debaixo de uma ponte
A calçada tá fria
A fogueira tá quente
Jogaram um móvel
Que não abre mais
E ontem vi uma rata
De pena de morrer
Pois eu vivo dentro de um castelo
Ontem mandei sua mãe
Pra fora do serviço
Comprei um pedaço de carro
Que não abre mais
Sem ter a chave
Meu carro não abre
Se você se mexer, te mato
Disse o mendigo
Pro bancário
Enche essa bolsa
De papéis, mas
Não me joga fora
O calendário
Te dou minha foto
Pra você me mostrar
Bem no telejornal
Vou ser mais famoso que o lute
Dentro da galera
Do meu bairro
Ninononinononino
Gritos de sirenes
Se escutam dois tiros
Vou pra frente
Como todo mundo
E daí?!
Pra o que eu ia perder
Nem que eu estivesse vivendo
No Ritz
Que risada me dá
Quando lembro de você
Já viu, seu otário
Quentinho vou ficar
Teto, cama, comida,
E humanidade
Já viu se eu lembro
Como cheguei até aqui
Já viu, seu otário
Como eu lembro de você!