Abiosis
I'll wade these stagnant waters for eternity,
Watching for your eager hands to slow for me.
Ah and there's never any traffic riding these highways,
The pavement burns due only to the sun's pale gaze.
Will it always be this way for me?
Walking on such abiotic fringes.
All of my patience hasn't paid for me.
But sooner, or later...
I roam through empty hallways and stale corridors,
Rusted are the pipelines from which life once poured.
And stairs leave off to ancient depths of still debris,
Mist licks at their severed ends and blackness proceeds.
Will it always be this way for me?
Walking on such abiotic fringes.
All of my patience hasn't paid for me.
But sooner, or later...
Little differentiates the night from the day.
The new sun becomes muted but continues to plague me.
My eyes stay fixed on the unhealing wounded sky,
It won't let me forget the grave reason why.
Will it always be this way for me?
Walking on such abiotic fringes.
All of my patience hasn't paid for me.
But sooner, or later...
Abiose
Vou atravessar essas águas paradas por toda a eternidade,
Observando suas mãos ansiosas desacelerarem pra mim.
Ah, e nunca há trânsito nessas estradas,
O asfalto queima apenas sob o olhar pálido do sol.
Vai ser sempre assim pra mim?
Caminhando por essas bordas abióticas.
Toda a minha paciência não valeu pra mim.
Mas cedo ou tarde...
Vago por corredores vazios e frios,
Enferrujadas estão as tubulações de onde a vida um dia jorrou.
E as escadas levam a profundezas antigas de entulho parado,
A névoa lambe seus extremos cortados e a escuridão avança.
Vai ser sempre assim pra mim?
Caminhando por essas bordas abióticas.
Toda a minha paciência não valeu pra mim.
Mas cedo ou tarde...
Pouco diferencia a noite do dia.
O novo sol se torna apagado, mas continua a me atormentar.
Meus olhos ficam fixos no céu ferido que não cicatriza,
Ele não me deixa esquecer a grave razão do porquê.
Vai ser sempre assim pra mim?
Caminhando por essas bordas abióticas.
Toda a minha paciência não valeu pra mim.
Mas cedo ou tarde...