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A Rainha de Fumaça

Éterial

La Reina de Humo

Otra noche pegada a la barra, ceniza en mi vaso, tiempo gastado
El hielo se rinde, se ahoga en ambar y tu voz me rescata del lado errado
Un neón cansado parpadea en tu pelo, tus manos se aferran al viejo metal
Cantas historias que arañan el pecho y el bar se arrodilla en tu ritual

Brindo por ti, cantante de humo, dueña del blues de este lugar
Cada sorbo me lleva a tu pecho, cada nota me obliga a esperar
Que me mires un segundo entre versos y me dejes por un trago soñar
Tu risa se mezcla con risas ajenas, pero hay una grieta detrás del color

Tus ojos se pierden girando en la nada cuando se apaga el último aplauso menor
Yo escribo tu nombre en el borde del vaso, se corre la tinta igual que tu rimel final
Tal vez algún día te cante este cuento cuando el humo se aparte de tanta lealtad
Brindo por ti, cantante de humo, dueña del blues de este lugar

Cada sorbo me lleva a tu pecho, cada nota me obliga a esperar
Que me mires un segundo entre versos y me dejes por un trago soñar
Se apagan las luces, ¿a quién le cantas? ¿Quién junta tus restos al cerrar?
Yo junto migajas de tu melodía para hacerme un hogar en este bar

Brindo por ti, cantante de humo, dueña del blues de este lugar
Si algún día tu voz se hace trizas, aquí tengo mi pecho y mi bar
Para que vengas cansada y sin brillo y te atrevas por un trago a parar

A Rainha de Fumaça

Outra noite grudada no balcão, cinzas no meu copo, tempo perdido
O gelo se rende, se afoga em âmbar e sua voz me resgata do lado errado
Um neon cansado pisca no seu cabelo, suas mãos se agarram ao velho metal
Você canta histórias que arranham o peito e o bar se ajoelha no seu ritual

Brindo por você, cantora de fumaça, dona do blues desse lugar
Cada gole me leva ao seu peito, cada nota me obriga a esperar
Que você me olhe um segundo entre versos e me deixe sonhar com um trago
Sua risada se mistura com risadas alheias, mas há uma fissura por trás da cor

Seus olhos se perdem girando no nada quando se apaga o último aplauso menor
Eu escrevo seu nome na borda do copo, a tinta escorre igual ao seu rímel final
Talvez algum dia eu cante essa história quando a fumaça se afastar de tanta lealdade
Brindo por você, cantora de fumaça, dona do blues desse lugar

Cada gole me leva ao seu peito, cada nota me obriga a esperar
Que você me olhe um segundo entre versos e me deixe sonhar com um trago
As luzes se apagam, a quem você canta? Quem junta seus restos ao fechar?
Eu junto migalhas da sua melodia para fazer um lar nesse bar

Brindo por você, cantora de fumaça, dona do blues desse lugar
Se algum dia sua voz se despedaçar, aqui tenho meu peito e meu bar
Para que você venha cansada e sem brilho e se atreva a parar por um trago

Composição: Martin Obando