Luz
Luz, a los poetas
para que no anden malgastando letras,
Luz es lo que falta
Aclarar la tinta que los mancha
escribir a oscuras como ciegos
cuando punza la verdad
escribir locuras con sosiego
simple la dificultad.
Luz en cada trazo
a quién llene de razón un cuadro
luz en cada grieta
a dónde eche un ojo la destreza
que al pintar la hondura
pinte el cielo
y si puede más allá
más allá, más allá
Luz a los guerreros
con inteligencia en los aceros
luz cuando se mueren
que a pesar de muertos
no se quiebren
luz dónde nos falte
al que tuerza fierros
y al que cante
luz que nunca sobre
para que apreciemos a la noche
para que apreciemos a la noche
que al llegar profunda
monte a pelo
pa´ que más profundidad...
Luz
Luz, para os poetas
pra que não fiquem desperdiçando letras,
Luz é o que tá faltando
clarear a tinta que os mancha
escrever no escuro como cegos
quando a verdade aperta
escrever doideiras com calma
simples a dificuldade.
Luz em cada traço
a quem enche de razão um quadro
luz em cada fenda
aonde a habilidade lança um olhar
que ao pintar a profundidade
pinte o céu
e se puder ir além
mais além, mais além.
Luz pros guerreiros
com inteligência nos ferros
luz quando eles morrem
que apesar de mortos
não se quebrem.
luz onde nos falta
a quem torce ferros
e a quem canta
luz que nunca acabe
pra que a gente aprecie a noite
pra que a gente aprecie a noite
que ao chegar profunda
monte a pelo
pra que mais profundidade...
Composição: Marcial Alejandro