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Na cripta solitária

Eurynome

At The Solitary Crypt

Cold dew of a November dawn
Awakens my lust
For the exile from this life
As I wander furled in fog and woe

On the path to forgotten crypts
Arrived to this tomb declined
In solitude for all its time
Moss and dampness adorn the spires

Autumnal leaves share decay with debris
As the rain starts to fall
Gates and doorways I pass
Faded paintings tell of loss

Murble walls show carvings
Of an afterlife denied
I’m enraptured in decadence allure
Still the passage to a vault below
Is my way

Relief comes from this acrid dark, thick air I breathe
Catacombs out of time welcome me, my grief
By dim gleams of a torch a subterrain I unveil
A place of funerary halls

Drenched in lugubrious peace
A place for my soul to rest

Na cripta solitária

Orvalho frio de uma madrugada de novembro
Desperta minha luxúria
Para o exílio desta vida
Enquanto eu vagueio enrolado na névoa e aflição

No caminho para criptas esquecidas
Chegou a este túmulo recusado
Na solidão por todo o tempo
Musgo e umidade adornam as torres

Folhas outonais compartilham decomposição com detritos
Quando a chuva começa a cair
Portões e portas por onde passo
Pinturas desbotadas falam de perdas

Paredes muráveis mostram entalhes
De uma vida após a morte negada
Estou extasiado com o fascínio da decadência
Ainda a passagem para uma abóbada abaixo
É o meu caminho

O alívio vem desse ar denso e escuro e acre que respiro
Catacumbas fora do tempo me dão as boas-vindas, minha dor
Com o brilho fraco de uma tocha, um subterreão que revelo
Um lugar de salas funerárias

Mergulhado em paz lúgubre
Um lugar para minha alma descansar