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Cardo e Cinzas

Eva Ayllón

Cardo e Ceniza

Cómo será mi piel junto a tu piel
cómo será mi piel junto a tu piel
cardo o ceniza
cómo será…

Si he de fundir mi espacio junto al tuyo
cómo será tu cuerpo al recorrerme
y como mi corazón si estoy de muerte…
mi corazón si estoy de muerte

Cómo será el gemido
y cómo el grito
al escapar mi vida entre la tuya
y cómo el letargo al que me entregue
cuando adormezca el sueño entre tus sueños

Han de ser breves mis siestas
mis esteros despiertan con tus ríos
Pero…
Pero.....

Se quebrará mi voz cuando se apague
de no poderte hablar en el oído
y quemará mi boca salivada
de la sed que me queme si me besas
de la sed que me queme si me besas
Pero…

Pero cómo serán mis despertares
Pero cómo serán mis despertares
Pero cómo serán mis despertares

Cada vez que despierte avergonzada…
cada vez que despierte avergonzada…
Tanto amor, y avergonzada…
tanto amor, y avergonzada.

Cardo e Cinzas

Como será minha pele junto à sua pele
como será minha pele junto à sua pele
cardo ou cinzas
como será…

Se eu tiver que fundir meu espaço com o seu
como será seu corpo ao me percorrer
e como meu coração se eu estiver morrendo…
meu coração se eu estiver morrendo

Como será o gemido
e como o grito
ao escapar minha vida entre a sua
e como o letargo ao qual me entreguei
quando adormecer o sonho entre seus sonhos

Minhas sonecas devem ser breves
meus pântanos despertam com seus rios
Mas…
Mas.....

Minha voz se quebrará quando se apagar
por não poder te falar no ouvido
e queimará minha boca salivada
da sede que me consome se você me beija
da sede que me consome se você me beija
Mas…

Mas como serão meus despertares
Mas como serão meus despertares
Mas como serão meus despertares

Toda vez que eu acordar envergonhada…
toda vez que eu acordar envergonhada…
tanto amor, e envergonhada…
tanto amor, e envergonhada.

Composição: Chabuca Granda