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A Estrada da Porta dos Fundos

Extremoduro

La Vereda de La Puerta de Atrás

Si no fuera porque hice colocado
El camino de tu espera
Me habría desconectado

Condenado
A mirarte desde fuera
Y dejar que te tocara el Sol

Y si fuera
Mi vida una escalera
Me la he pasado entera
Buscando el siguiente escalón

Convencido
Que estás en el tejado
Esperando a ver si llego yo

Y dejar de lado la vereda de la puerta de atrás
Por donde te vi marchar
Como una regadera que la hierba hace que vuelva a brotar
Y ahora es todo campo ya

Sus soldados
Son flores de madera
Y mi ejército no tiene
Bandera, es solo un corazón

Condenado
A vivir entre maleza
Sembrando flores de algodón

Si me espera
La muerte traicionera
Y antes de repartirme
Del todo, me veo en un cajón

Que me entierren
Con la picha por fuera
Pa' que se la coma un ratón

Y muere a todas horas gente dentro de mi televisor
Quiero oír alguna canción
Que no hable de sandeces y que diga que no sobra el amor
Y que empiece en sí, no en no

Y dejar de lado la vereda de la puerta de atrás
Por donde te vi marchar
Como una regadera que la hierba hace que vuelva a brotar
Y ahora es todo campo ya

Dices que, a veces, no comprendes qué dice mi voz
¿Cómo quieres que esté dentro de tu ombligo?
Si entre los dedos se me escapa volando una flor
Y ella solita va marcando el camino

Dices que, a veces, no comprendes qué dice mi voz
¿Cómo quieres que yo sepa lo que digo?
Si entre los dedos se me escapa volando una flor
Y yo la dejo que me marque el camino

A Estrada da Porta dos Fundos

Se não fosse porque eu deixei marcado
O caminho da sua espera
Eu teria desconectado

Condenado
A te olhar de fora
E deixar que o Sol te toque

E minha vida
Fosse uma escada
Eu passei ela inteira
Procurando o próximo degrau

Convencido
Que você está no telhado
Esperando para ver se chego

E deixar de lado a calçada da porta dos fundos
Por onde eu vi você ir embora
Como um regador que faz a grama voltar a brotar
E agora é tudo campo

Seus soldados
São flores de madeira
E meu exército não tem
Bandeira, é apenas um coração

Condenado
A viver entre ervas daninhas
Semeando flores de algodão

Se espera por mim
A morte traiçoeira
E antes de compartilhar
Resumindo, me vejo em uma gaveta

Deixa eles me enterrarem
Com o pau pra fora
Pra que um rato possa comê-lo

E pessoas morrem o tempo todo dentro da minha televisão
Eu quero ouvir alguma música
Não fale bobagem e diga que não há amor suficiente
E que comece com sim, não com não

E deixar de lado a calçada da porta dos fundos
Por onde eu vi você ir embora
Como um regador que faz a grama voltar a brotar
E agora é tudo campo

Você diz que, às vezes, não entende o que minha voz diz
Como você quer que fique dentro do seu umbigo?
Se uma flor voa pelos meus dedos
E só ela está liderando o caminho

Você diz que, às vezes, não entende o que minha voz diz
Como você quer que eu saiba o que estou dizendo?
Se uma flor voa pelos meus dedos
E eu deixei ela mostrar o caminho

Composição: Robe / Iñaki Antón