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Esclarecido

Extremoduro

Esclarecido

Anda dime, condenado: ¿por qué en el infierno te han metido? oye dios, no seas cretino, ¡con lo bien que me he portado...!
Una de dos, sigo un camino, como siempre equivocado.
No creo en dios ni en el destino y ¿por qué todo es tan complicado?
¡ya sé! ¡a un cura rajaré! - ¿pa qué? - ¡ pa verle por dentro!
A ver si puedo comprender pa donde van los muertos.
Ya no me porto tan mal, estoy aprendiendo a mentir,
Doy mi palabra de honor que ya no me importa vivir.
Anda dime, escarabajo: ¿cómo hay que tocar el bajo?.
Venga dime, tontería ¿y pa tocá la batería?
Anda dime, tío listillo ¿y pa cantá como los grillos?
Venga dime, *ojo de pato, ¿qué tal toco el aparato?
¡ya se! ¡críticos rajaré! - ¿pa qué? - ¡ pa verles por dentro!
A ver si puedo comprender que coño es el talento.
Crítico, cuando hablas de mi, la boca te tendrías que lavar
Con agua de la nieve de abril, de un sitio donde nunca estarás.
No te atrevas a mirarme a los ojos, funcionario;
No tendré piedad ninguna, ¡sufre y llora en tu calvario!.
Si he de escuchar en las noticias que pobrecito, que qué injusticia...
Yo en mi prisión haré una fiesta cada día que siga tu cuenta.
¡te jodes! ¡haber estudiado cuando estabas a tiempo!
¡a ver dónde hay otro pringao que mate por su sueldo!
Ya no te acuerdas de mí, en el nº 13 viví,
Soy aquel kíe del penal que ansiaba algun día hacerte sufrir.
Me ha contado mi abogado que si no quiero ir al trullo,
He de poner mucho cuidado en no juntarme con capullos.
Quiero quitar luz a la luna, quiero quitarle el aire al viento.
Soy ilegal, ¿qué me tortura, si furtivos son mis pensamientos?
¡ya se! ¡voy a rajar a un juez! - ¿pa qué? - ¡ pa verle por dentro!
A ver si puedo comprender porqué soy tan ratero.
Tú, no te separes de mí, no sea que te vayan a robar,
Mi corazón yo lo dejé aquí, y alguien se lo ha debido llevar

Esclarecido

Anda, me diz, condenado: por que que te meteram no inferno? ouve, Deus, não seja idiota, com o quanto eu me comportei bem...!
Uma de duas, sigo um caminho, como sempre, errado.
Não acredito em Deus nem no destino e por que tudo é tão complicado?
Já sei! Vou meter a faca num padre! - Pra quê? - Pra ver o que tem dentro!
Vamos ver se consigo entender pra onde vão os mortos.
Já não me comporto tão mal, estou aprendendo a mentir,
Dou minha palavra de honra que já não me importa viver.
Anda, me diz, besouro: como se toca o baixo?
Vem, me diz, besteira, e pra tocar a bateria?
Anda, me diz, tio esperto, e pra cantar como os grilos?
Vem, me diz, olho de pato, como toco o aparelho?
Já sei! Vou meter a faca em um crítico! - Pra quê? - Pra ver o que tem dentro!
Vamos ver se consigo entender que porra é talento.
Crítico, quando fala de mim, a boca você deveria lavar
Com água da neve de abril, de um lugar onde você nunca estará.
Não ouse olhar nos meus olhos, funcionário;
Não terei piedade nenhuma, sofra e chore na sua cruz!
Se eu tiver que ouvir nas notícias que coitadinho, que injustiça...
Eu na minha prisão farei uma festa a cada dia que você continuar.
Se ferrou! Deveria ter estudado quando teve tempo!
Vamos ver onde tem outro otário que mate por seu salário!
Já não se lembra de mim, no nº 13 eu vivi,
Sou aquele cara da prisão que sonhava um dia te fazer sofrer.
Meu advogado me contou que se eu não quiser ir pro xilindró,
Devo ter muito cuidado em não me misturar com idiotas.
Quero tirar a luz da lua, quero tirar o ar do vento.
Sou ilegal, o que me tortura, se furtivos são meus pensamentos?
Já sei! Vou meter a faca em um juiz! - Pra quê? - Pra ver o que tem dentro!
Vamos ver se consigo entender por que sou tão ladrão.
Você, não se afaste de mim, não vá que te roubem,
Meu coração eu deixei aqui, e alguém deve ter levado.

Composição: Robe Iniesta