Cansei de procurar o que não tem profundidade
De tentar achar luz em meio a tanta vaidade
Você é um labirinto que não leva a lugar algum
Um ego inflado que não se entrega a nenhum
Suas palavras são gelo, seu toque não tem calor
É apenas o reflexo de quem não conhece o amor
Você coleciona olhares e vive de distração
Mas nunca sentiu o peso de uma verdadeira paixão
Trata os sentimentos como peças de um tabuleiro
Esquecendo que o afeto tem que ser verdadeiro
Sua alma está em greve, seu peito está deserto
E quanto mais te conheço, mais quero estar longe, não perto
Você não ama ninguém, só ama o seu próprio espelho
Não ouve a voz do coração, ignora todo conselho
Você não ama ninguém, vive de pose e de cena
Sua carência é o seu vício, sua frieza é a sua pena
Um coração de vitrine, bonito mas sem pulsação
Que vive na superfície dessa falsa emoção
O tempo vai passar e a plateia vai se retirar
E com quem você vai contar quando a solidão chegar?
O brilho da aparência um dia vai se apagar
E só vai sobrar o vazio de quem não soube se doar
A inteligência do amor exige entrega e renúncia
Mas o seu egoísmo é a única coisa que você pronuncia
O amor é para os fortes, para quem tem coragem
Mas você se perdeu nessa triste miragem
Não há espaço pra dois na sua imensa solidão!
Você não ama ninguém, só ama o seu próprio espelho
Não ouve a voz do coração, ignora todo conselho
Você não ama ninguém, vive de pose e de cena
Sua carência é o seu vício, sua frieza é a sua pena