Em algum lugar entre a esperança e o desespero
Existe uma humanidade tentando sobreviver
Pessoas nascem, pessoas envelhecem
Mas muitas continuam carregando o mesmo peso
Um peso criado pelo silêncio
Pela injustiça e pela indiferença
Podemos ser jovens
Podemos ser velhos
Estamos comendo o pão que o diabo amassou
Mas em que mundo não há lei?
Quem só trabalha para o rei?
Aponte para o rei!
Estamos no topo de um vulcão
Por que há tanta injustiça!
Tanta incompreensão!
Tanta criança sem pai, criança sem pão
Crianças com armas nas mãos
Não são mais crianças, não!
Quando roubam de uma criança sua inocência
Não é apenas uma vida que se perde
É um pedaço da humanidade que desaparece
O passado nos lembra
Nenhum império é eterno
Reis caíram!
Tronos desapareceram!
Pois aqueles que acreditavam estar acima de todos
Também encontraram o fim
Porque uma sociedade não é medida pelo poder que possui
Mas pela forma como trata os seus mais frágeis!!
Para nascer, tem que pagar
Para morrer, tem que pagar
Eu não consigo mais falar
Eu não ouço mais nada
As minhas pernas me roubaram
Os meus braços eu perdi
A minha alma está em algum lugar
Está perdida
Está por aí
Não tem ninguém melhor que ninguém
Somos todos bobos da corte do rei
Não tem ninguém melhor que ninguém
Mais um pouco de harmonia, um pouco de harmonia!
Não tem ninguém melhor que ninguém
Somos todos bobos da corte do rei
Não tem ninguém melhor que ninguém
Mas um pouco de harmonia
Faria bem!
Um pouco de humanidade
Um pouco de amor
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Senhor!
Senhora!
É agora!
Aurora!
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Oh, oh, oh