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Mãos Que Me Tocam

Fada Carabina

Há algo que invade até os sentimentos mais concretos
Os mais banais, os mais casuais
Um canto pacato no quarto, o silêncio de um relógio
Nevoeiro traiçoeiro, vem levar meu ócio

Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Mãos que me tocam

Como uma dose de morfina ao homem mais forte
A solidão de quem fica com a sorte
O sangue circula e tudo parece parar

As notícias da TV me mostram o que eu não quero ver
E a verdade não quer dizer nada pra quem não quer crer

Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Mãos que me tocam
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Mãos que me tocam

Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam
Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam

Chega a queimar tão depressa que o frio nem dói mais
Eu grito, puxo, rasgo, sangro e peço paz
Chega a queimar tão depressa que o frio nem dói mais
Eu grito, puxo, rasgo, sangro e peço paz

Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam
Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam
Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam
Uh, a noite que se esvai
Ventos que me sopram
Mãos que me tocam

Composição: Álvaro Lucas dos Santos Brito