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Desconhecidos

Federico Silva

Desconocidos

La vida sigue,
ya lo ves.
Nos separamos
y nada fue.
Ni el mundo se detuvo
ni nadie llora.

Ayer,
cuando cruzamos
entre la gente,
ya fuimos dos miradas
indiferentes.

Como si nunca
hubiéramos jurado,
palabra tras palabra,
falseando sueños.
Como si nunca
hubiéramos fumado
del mismo cigarrillo,
cansados, quietos.

Y ayer,
cuando cruzamos
entre la gente,
ya fuimos dos miradas
indiferentes.

Y que nadie llora,
ya lo ves.
Desconocidos,
igual que ayer.
La noche,
luego el día,
la vida sigue.

Y ayer,
cuando cruzamos
entre la gente,
ya fuimos dos miradas
indiferentes.

Desconocidos,
desconocidos,
igual que ayer.

Desconhecidos

A vida continua,
já dá pra ver.
Nos separamos
e nada foi.
Nem o mundo parou
e nem alguém chora.

Ontem,
quando cruzamos
entre a galera,
já éramos dois olhares
indiferentes.

Como se nunca
tivéssemos jurado,
palavra por palavra,
enganando sonhos.
Como se nunca
tivéssemos fumado
do mesmo cigarro,
cansados, parados.

E ontem,
quando cruzamos
entre a galera,
já éramos dois olhares
indiferentes.

E que ninguém chora,
já dá pra ver.
Desconhecidos,
igualzinho a ontem.
A noite,
depois o dia,
a vida continua.

E ontem,
quando cruzamos
entre a galera,
já éramos dois olhares
indiferentes.

Desconhecidos,
desconhecidos,
igualzinho a ontem.

Composição: