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Minha cara de mal e eu

Federico Silva

Mi malacara y yo

La luna del charquito se te enreda
como un bichito de luz entre los cascos.
Mi malacara sueña, ¡no te apures!,
que llegar por llegar, lo mismo da.

Hace tiempo, cuando todo era mas joven,
trotábamos juntitos, mi malacara y yo.
Pero había, tras la loma, una esperanza
y dos trenzas y un amor para los dos.

Ahora ya no hay nada, malacara
y es inútil que apures tu trotar.
Un rancho con estrellas en la puerta
es el cielo que te espera al regresar.

Hace tiempo, cuando todo era mas joven,
trotábamos juntitos, mi malacara y yo.
Pero no había, tras la loma, una esperanza
y dos trenzas y un amor para los dos.

Minha cara de mal e eu

A lua do charquinho se enrosca
como um bichinho de luz entre os cascos.
Minha cara de mal sonha, não se apresse!,
que chegar por chegar, tanto faz.

Faz tempo, quando tudo era mais jovem,
corremos juntinhos, minha cara de mal e eu.
Mas havia, atrás da colina, uma esperança
e duas tranças e um amor pra nós dois.

Agora já não tem nada, cara de mal
e é inútil apressar seu trote.
Um rancho com estrelas na porta
e o céu que te espera ao voltar.

Faz tempo, quando tudo era mais jovem,
corremos juntinhos, minha cara de mal e eu.
Mas não havia, atrás da colina, uma esperança
e duas tranças e um amor pra nós dois.

Composição: