Perguntei à vida, um dia
Se queria o meu coração
Por maldade ou ironia
A vida disse que não
À guitarra perguntei
Se o fado me queria a mim
Por desgraça, agora sei
Que o fado disse que sim
Perguntei, na despedida
Se querias a minha mão
Fiquei de mão estendida
Nem sequer dizes que não
E pergunto a toda a gente
Se há, no mundo, gratidão
Nem ao menos alguém mente
Toda a gente diz que não
Hei de perguntar à morte
Se esta desgraça tem fim
Dessa vez, terei mais sorte
A morte dirá que sim