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Bicho Do Mato

Festival de Música Popular - Brumado

Sou um bicho brabo do interior
Sou um avestruz, sou um carcará e sou um condor
Sou uma lebre assustada
Sou valente desarmada
Sou a serra esperando o Sol se pôr

Eu sou o seio de uma virgem prometida
Submetida a uma possível amargura
Eu sou a usura que parece não ter fim
Eu sou vidro, eu sou marfim
Sou um foguete que anda nas alturas

Eu sou a senha de um cofre arrombado
Na esperança de alguém lembrar de mim
Sou um lençol de mil mistérios
Sou presidente, eu sou império
Sou a guerra que começa pelo fim

Por mais que eu seja não sou nada neste mundo
É só meu mundo o mais profundo interior
Lá bem no meio da caatinga
Onde a seca predomina
Onde as meninas tem o cheiro de uma flor

Composição: Bruno Caires