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Canção da Solidão Maior

Festival de Música Popular - Brumado

Ignore os janeiros sobre os meus ombros
E os escombros desse infinito padecer
E essa viagem nessa estrada de espinhos
E esse caminho sem chegar, sem saber

Meu verso insosso feito osso na boca de cão
Embala rimas com essência da solidão
Pérola ausente, distante cem mil anos-luz
Trôpego de amor e o peso da cruz

À deriva entre utopia e paixão
Qualquer perdão já é válido

Se no frio do quarto vegeto pálido
E minha alma clamando calma na escuridão

Nessa penumbra úmida tão só, o que direi?
Meu ego amando sob as rédeas de sua lei
E meus pés envies procurando chão

Composição: Saulo Fagundes e Adenilton Sena Dias