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Flores do Cangaço

Festival de Música Popular - Brumado

Mulher do cangaço, fina flor de fino trato
Dinha de Delicado, mel de Beija-Flor
Cada pétala tem cheiro, de sertão, raiz e mato
Canto de Canário, para Adília seu amor

Dulce sem Criança era brinquedo sem amor
Neném sem Luiz Pedro, uma santa sem andor
Lídia de Zé Baiano, foi poesia sem autor
Hortênsia Volta Seca e Veronquinha Beija Flor

Sila sobrevive no Sereno, sinhazinha
Iracema Pinga Fogo, Labareda em Mariquinha
Gato, presa de macaco, onde a isca foi Inacinha
Boa Vista viu Doninha, avoou Besouro pra Zéfinha

Mulher do cangaço, fina flor de fino trato
Maria mais Bonita acendendo o Lampião
Cada pétala tem cheiro, de sertão, raiz e mato
Como pé de Dada, ou Maninha de Gavião

Maria, flor Bonita, iluminando o Capitão
Um lindo vaga-lume, acendendo o Lampião
Sêmente que germina, trouxe o fruto da paixão
Bem-vinda, Expedita, flor menina do sertão

Por Dadá, se vê, flor arrancada do jardim
Corisco correu risco, por amor até o fim
Quem troca a cabeça pelo pé, é estopim
É o corpo desta história, tim tim por tim tim

Mulher do cangaço, fina flor de fino trato
Dinha de Delicado, mel de Beija-Flor
Cada pétala tem cheiro, de sertão, raiz e mato
Canto de Canário, para Adília seu amor

Mulher do cangaço, fina flor de fino trato
Maria mais Bonita acendendo o Lampião
Cada pétala tem cheiro, de sertão, raiz e mato
Como pé de Dada, ou Maninha de Gavião

Não é flor que se cheire, se espinho fere o coração
Toda flor que se cheira, deixa um perfume entre as mãos

Composição: Sandro Livahck e Tavinho Limma