Ela voltou com o som do maracatu
Com o corpo que dança o jongo e o batuque nu
Na poesia do cordel, no repente a rimar
É a alma do povo que insiste em cantar
Tá no grafite da vila, na rima da rua
Na ciranda que gira debaixo da lua
É cultura de terreiro, de aldeia e sertão
De quem canta a vida com o pé no chão
Volta que brilha, cultura é farol
Do samba ao repente, sob o mesmo sol
No Axé, na palhaça, na roda de fé
É o povo dizendo quem é que é
Diversa e viva, ninguém vai calar
Essa arte que insiste em nos libertar
Tá na trança da preta, no bordado da vó
No baile da quebrada, no coco do xodó
No toré dos povos, nas festas de rua
Nas bandeiras diversas, que resistem e flutua
Se tentaram calar o som do tambor
Ele voltou mais forte com o canto do amor
Na cultura que é livre, no brilho de fé
Na voz de quem ousa dizer quem é
Essa arte que insiste em nos libertar