Scerinnath, Il Fiore Delle Bugie
Il fiore delle bugie porta nel regno del sonno tutta la gente del mondo.
Li fa dormire per anni, finché non s'alzano più.
Io che son nato folletto (e non lo nego m'alletta) mentre voi altri dormite, che fate, non ite?
Io scendo in cantina e poi bevo il tuo vino.
Salgo, mi butto sul prato, mi bagno di brina, m'insozzo di polline e poi, mentre tutti dormono, viaggio col carro dei cieli verso città di ninfë, vedo cantare le cose, vedo danzare le bolle e non è stato il tuo vino (pensa a quand'eri bambino).
Guarda, lì, sotto il cuscino dove mettesti i petali di rose.
Guarda vicino le cose che hai messo di lato in soffitta, tra i fiori del prato, è là che s'apre la porta, porta verso le canne del fiume.
Segue le rocce quell'acqua, funghi che fanno vapori e sei fuori.
O Flor das Mentiras
A flor das mentiras leva ao reino do sono toda a gente do mundo.
Faz eles dormirem por anos, até não se levantarem mais.
Eu que nasci como um duende (e não nego, me encanta) enquanto vocês dormem, o que fazem, não vão?
Eu desço pra adega e depois bebo seu vinho.
Subo, me jogo na grama, me molho de orvalho, me sujo de pólen e então, enquanto todos dormem, viajo com a carruagem dos céus rumo à cidade das ninfas, vejo as coisas cantarem, vejo as bolhas dançarem e não foi seu vinho (pensa em quando você era criança).
Olha, ali, debaixo do travesseiro onde você colocou os pétalas de rosa.
Olha perto das coisas que você deixou de lado no sótão, entre as flores do campo, é lá que se abre a porta, porta para as margens do rio.
A água segue as pedras, cogumelos que soltam vapores e você está fora.