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População

Fito Barrera

Población

Me encantaría dibujar la población y caminar
Por un momento escuchar, caminar, esperar, lamentar
Casas cerradas de verdad, tan disfrazadas de metal
Un campo abierto sin florear, amistad, esperar, perdonar

Lo que tuvimos por hacer, sin poder continuar
El tiempo pasa sin final y no le va a importar
La poesía de vivir, de amor y libertad, de amor y libertad

La figura en su lugar caras, desprecio, vanidad
Lleno de escombros por hablar y cargar, esperar, vomitar
En la belleza de un corsel, armado de cholguan

Noche protesta, de ángeles que no quieren jugar
A la mentira de vivir, en bella sociedad
En bella sociedad, en plena sociedad

População

Eu adoraria atrair a população e andar
Por um momento escute, ande, espere, arrependa-se
Casas fechadas realmente, tão disfarçadas de metal
Um campo aberto sem floração, amizade, espere, perdoe

O que tínhamos que fazer, incapaz de continuar
O tempo passa sem fim e você não se importará
A poesia da vida, do amor e da liberdade, do amor e da liberdade

A figura, ao contrário, enfrenta, desprezo, vaidade
Cheio de detritos de falar e carregar, esperando, vomitando
Na beleza de um corsel, armado com cholguan

Protesto noturno de anjos que não querem brincar
Para a mentira de viver, na bela sociedade
Na bela sociedade, em plena sociedade

Composição: Fito Barrera