Desierto
Mi aspecto perverso, mi lívido porno
Mi circulo abierto, mi tacto de oro
Tu espalda es un arpa, tus piernas un coro
Que tienen en mente hacérmelo todo.
Yo soy ese rayo que cayó del cielo
Que vino a quemarte hasta el mismo infierno
Vos sos el espacio que habitan tus miedos
Yo tengo coraje y tengo deseo
Quiero tu lado salvaje, no necesito palabras
Quiero sacarme las ropas, que no me sirven de nada
No soy turista del viaje, soy pasajero intranquilo
No me provoques ahora, tengo un cuchillo con filo
Y nada de lo que me digas, amor, va a sacarme de este
Desierto
Con látigo en mano, me siento indefenso
La rabia que escupo, se la lleva el viento
Hay gente que inspira, que come excremento
Hay gente que aspira la coca y el tiempo
Tu punto de vista, tu lado importante
Tu chumbo en la mano, sos un vigilante
Yo soy un espectro, soy un habitante
Un cuerpo y un alma, un lucro cesante
Voy a salir a la calle a deshacer mi destino
Que es bueno estar en la lona y equivocar el camino
Podés comprarte una casa, podés comprarte un asilo
Hay cosas que no se compran, vos sabes bien lo que digo
Y nada de lo que me digas, amor, va a sacarme de este
Desierto
La falsa utopía de un mundo perfecto
Se hundió hace unos días
En un baño infecto
Políticamente, decente y correcto
Sos un policía, sos como un insecto
Flotás tranquilo y seguro, alrededor de la mierda
Te veo andando derecho, resbalando por izquierda
No existe nadie que sepa, ninguna cosa en la tierra
Y si estás libre de dudas, tirá la primera piedra
Y nada de lo que digas, amor, va a sacarme de este
Desierto
Desierto... nena, estoy desierto, desierto...
Deserto
Meu jeito perverso, meu desejo safado
Meu círculo aberto, meu toque de ouro
Teu corpo é uma harpa, tuas pernas um coro
Que tão pensando em me fazer de tudo.
Eu sou aquele raio que caiu do céu
Que veio te queimar até o inferno
Você é o espaço que habitam seus medos
Eu tenho coragem e tenho desejo
Quero teu lado selvagem, não preciso de palavras
Quero tirar minhas roupas, que não servem pra nada
Não sou turista da viagem, sou passageiro inquieto
Não me provoca agora, tô com uma faca afiada
E nada do que me diga, amor, vai me tirar desse
Deserto
Com chicote na mão, me sinto indefeso
A raiva que eu cuspo, o vento leva embora
Tem gente que inspira, que come merda
Tem gente que cheira a coca e o tempo
Teu ponto de vista, teu lado importante
Teu revólver na mão, você é um vigilante
Eu sou um espectro, sou um habitante
Um corpo e uma alma, um lucro cessante
Vou sair pra rua pra desfazer meu destino
É bom estar na lona e errar o caminho
Você pode comprar uma casa, pode comprar um abrigo
Tem coisas que não se compram, você sabe bem do que eu falo
E nada do que me diga, amor, vai me tirar desse
Deserto
A falsa utopia de um mundo perfeito
Afundou há uns dias
Num banheiro infecto
Politicamente, decente e correto
Você é um policial, é como um inseto
Flutua tranquilo e seguro, em volta da merda
Te vejo andando reto, escorregando pela esquerda
Não existe ninguém que saiba, nada na terra
E se você tá livre de dúvidas, joga a primeira pedra
E nada do que diga, amor, vai me tirar desse
Deserto
Deserto... baby, tô deserto, deserto...