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Madrugada

Flaco Vazquez

Madrugada

Volví regio de la mano de dos rubias
Después de hacer la plancha en agua turbia
Hoy, lo que leo es que el tiempo se le derrumba al toy
Y yo me veo en la cima de él mausoleo haciendo sonar un boom bap

El calor no me desespera, mi fe nace del agua
Aunque no hay tregua a las veinte mil leguas de un paragua
¿Pa' qué complicarse?
Si podemos burlarnos de esta vida amarga con la dulce sensación de envenenarse

La forma de valorar la ganancia
Tocar fondo para comprender la altura de la circunstancia
Pinta filosofar hasta estando de la joda
Me inspira verme a pocos pelos corte Luca Prodan

Seguro en mí caminando y las paredes se arrodillan
Para que les tire en la boca todo el candor de mí caldo
Me estoy echando un cago en tu falso cartel
Dame tus opiniones que me olvidé de traer papel

Las cosas se hacen como les mostré
Tu crew quiso jugarnos un tres toques
Y después se comieron treinta y tre'

Me ceban los fantasmas
Se llevan mis correctivos
Dejé sordo a los cuatro vientos
Gritando que estoy vivo

A veces y solo me deprimo a Brahma
A veces abrimo' Brahmas con ninfas que saltan en pelotas en mí cama
O solo me pinta quedarme, obsequiando velas
En honor a los que agarran el fierro caliente de cuidarme

Madruga y salimos a darle la carne lo que pide
El diablo no nos jode, es que sabe que somos buenos pibes
No oculto la admiración a mí ser en estos textos
Esculpo monumentos a los momentos que me hicieron esto

Madrugada

Voltei triunfante com duas loiras na mão
Depois de fazer a plancha em água turva
Hoje, o que leio é que o tempo desmorona pro toy
E eu me vejo no topo desse mausoléu fazendo soar um boom bap

O calor não me desespera, minha fé vem da água
Embora não haja trégua a vinte mil léguas de um guarda-chuva
Pra que complicar?
Se podemos zombar dessa vida amarga com a doce sensação de se envenenar

A forma de valorizar o ganho
Tocar fundo pra entender a altura da circunstância
Pinta filosofar até na farra
Me inspira ver poucos pelos, corte Luca Prodan

Seguro em mim, caminhando e as paredes se ajoelham
Pra que eu jogue na boca delas todo o candor do meu caldo
Tô cagando pro seu falso cartaz
Me dá suas opiniões que esqueci de trazer papel

As coisas são feitas como eu mostrei
Seu grupo quis nos jogar um três toques
E depois se comeu trinta e três

Me alimentam os fantasmas
Levam meus corretivos
Deixei surdo os quatro ventos
Gritando que tô vivo

Às vezes só me deprimo a Brahma
Às vezes abrimos Brahmas com ninfas que pulam peladas na minha cama
Ou só me dá vontade de ficar, presenteando velas
Em homenagem aos que pegam o ferro quente de me cuidar

Madruga e saímos pra dar à carne o que pede
O diabo não nos incomoda, é que sabe que somos bons caras
Não escondo a admiração por mim mesmo nesses textos
Esculpo monumentos aos momentos que me fizeram isso