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Paralisado

Flaco Vazquez

Paralizado

A veces siento que olvide como escribir (acha)
Que me entro a perseguir, no te voy a mentir
Estoy tan anestesiado que no se sentir
Solo escucho que Lilith me quiere desvestir

Y beberse el elixir de mi existir
Paralizado o no, no sé si me iba a resistir
Me llamaste y desperté, gracias por insistir
Pero no podemos volver, tengo que producir

Pero hace meses que me está costando y no escribí una mierda
Por cajetear con quien verga te estás acostando
Mi celos descarados son, si estamos separados
Pero en parte tengo razón, si lo hice de parado
Pero a tu rastro no lo borra un desliz de la farra
Y hoy me la baja dedicarte más pajas que barras
O me pongo las antiparras y me sumerjo en las garras de alguna guarra
Pa' a ser el que más crudo narra
Lo que arde, lo que tarda en curar no poder contarte que te invoco
En arte aunque trate es olvidarte en una parda
Y, guarda
Guarda si se encapricha la carne
Y guarda que siempre me acuerdo de mis rimas tarde

Hoy tengo que andar pidiendo favores a los santos
Son tantos que al final me endeudo con unos cuantos
Anduve rengo por ser ese que nunca aprendió
Pero tranqui que les pago cuando camine cual Dios
Pero me cuesta renunciar a la carne y los huesos
Y a que alguna trastornada me agarre el pescuezo
Ya no hago tratos por nada, todo tiene un peso
Y no salgo ileso si en la mesa hay gilada
Por eso es que preciso hablar con Satanás
Capaz también le pida colabo con Nas
Pero no quiero fans, ni gruperas facilonas
Quiero familia, salud, dinero y rollingas culonas

Que me hagan acordar como escribir
Que me entro a perseguir, no te voy a mentir
Estoy tan anestesiado que no se sentir
Solo escucho que Lilith me quiere desvestir
Y beberse el elixir de mi existir
Paralizado o no, no sé si me iba a resistir
Me llamaste y desperté, gracias por insistir
Pero no podemos volver, tengo que producir

Paralisado

Às vezes sinto que esqueci como escrever (acha)
Não vou mentir para você, vou perseguir você
Estou tão entorpecido que não consigo sentir
Só ouço dizer que Lilith quer me despir

E beba o elixir da minha existência
Paralisado ou não, não sei se resistiria
Você me ligou e eu acordei, obrigado por insistir
Mas não podemos voltar atrás, tenho que produzir

Mas tem sido difícil para mim há meses e não escrevi nada
Por transar com quem você está dormindo
Meu ciúme é descarado, se estivermos separados
Mas estou parcialmente certo, se eu fizesse isso em pé
Mas seu rastro não pode ser apagado por um deslize da farra
E hoje eu vou dar mais punhetas do que bares
Ou coloco meus óculos e mergulho nas garras de alguma vagabunda
Ser aquele que narra de forma mais crua
O que queima, o que demora a curar, não poder te dizer que te invoco
Na arte, mesmo que eu tente, é te esquecer num marrom
E, salve
Economize se sentir vontade de comer carne
E lembre-se que eu sempre lembro das minhas rimas tarde

Hoje tenho que sair por aí pedindo favores aos santos
São tantos que no fim acabo ficando em dívida com alguns deles
Eu fui coxo por ser aquele que nunca aprendeu
Mas não se preocupe, eu pagarei quando eu andar como Deus
Mas acho difícil desistir de carne e ossos
E que algum louco agarre meu pescoço
Não faço mais negócios à toa, tudo tem um peso
E eu não saio ileso se houver alguma bobagem na mesa
É por isso que preciso falar com Satanás
Talvez ele também peça para ela colaborar com Nas
Mas não quero fãs, nem grupeiras fáceis
Eu quero família, saúde, dinheiro e uma bunda grande rolando

Isso me lembra como escrever
Não vou mentir para você, vou perseguir você
Estou tão entorpecido que não consigo sentir
Só ouço dizer que Lilith quer me despir
E beba o elixir da minha existência
Paralisado ou não, não sei se resistiria
Você me ligou e eu acordei, obrigado por insistir
Mas não podemos voltar atrás, tenho que produzir

Composição: