Aminas Judesys
ar tu atsimeni laikus
visas beprotikas naktis
ms negimusius vaikus
a vis dar matau j akis
tai buvo keisti keisti laikai
kai mes vis dar udme save
ir ms begstantys veidai
atsispinddavo lange
dabar ant stalo prie mane
tiktai atalus arbata
o rankos tyliai udengia akis
a noriu bt kakur toli
nes jeigu liksiu praeity
galiu ir vl pradt kartot klaidas
ilga kaip imtmeiai diena
ilgai bus chaoso pilna
vienatv tno visuomet
kakur arti prie kno bet
nebna aminas ruduo
ir a tikiu kakiek dar tuo
silpna pulsuojanti viesa
tamsaus koridoriaus gale
Aminas Judesys
ar tu se lembra dos tempos
todas aquelas noites insanas
nossos filhos não nascidos
mas ainda vejo seus olhos
foram tempos estranhos, estranhos
quando ainda nos perdíamos
e nossos rostos fugidios
se refletiam na janela
agora na mesa ao meu lado
só um chá morno
e as mãos silenciosamente cobrem os olhos
quero estar em algum lugar longe
porque se eu ficar no passado
posso começar a repetir os erros
longa como séculos de dias
será longa e cheia de caos
a solidão sempre pesa
perto do corpo, mas
não é mais o outono amargo
e eu ainda acredito um pouco nisso
a fraca luz pulsante
o fim do corredor escuro