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Mundano

Forja do Caos

Olhando pela fresta desse mundo em dor
Pergunto se ainda existe algum valor
Talvez um novo amanhecer consiga revelar
Quem somos
Depois de tudo, sou apenas eu
Tentando respirar num céu que escureceu
Vendo os mesmos erros voltarem a se levantar
Vez após vez

Sou só um viajante
Que sonha atravessar
As sombras que insistem
Em querer nos sufocar
Sou só um viajante
Buscando o que é humano
Tentando não perder meu coração
Ao peso do mundano

Eu vejo o Sol cair, igual a todos nós
E rezo para que a aurora traga alguma voz
Guiando quem virá depois de nós
No caminho
Eu sei que a fé de cada um pode variar
Mas pouco importa o nome que vão chamar
Sem nossas mãos unidas, nada vai brotar
De verdade

Sou só um viajante
Que sonha atravessar
As sombras que insistem
Em querer nos sufocar
Sou só um viajante
Buscando o que é humano
Tentando não perder meu coração
Ao peso do mundano

Se ao menos encontrássemos calma para ser
Talvez o mundo enfim pudesse florescer
Quando a tormenta, o ódio e a dor se dissiparem
Quem seremos?

Sou só um viajante
Que insiste em caminhar
Guardando cada riso
Cada jeito de amar
Sou só um viajante
E mesmo assim eu canto
Porque a vida ainda brilha
No que há de mundano

Sou só um viajante
Em busca do meu lar
Sou só um viajante
Que insiste em acreditar
Sou só um viajante
Tentando achar o plano
Que salve cada alma que se perde
No eco do mundano

Composição: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo