O Espirito da Fraga
A lúa sobre fraga
Teas alumeando o cadáver
Os escuros ouveos dos lobos
A súa presencia a través da habitación
Mentres observamos o cadalsito
A néboa entre as árbores
Chuvia de tristes bágoas
Os mouchos ollando as sombras
Sangue paralizado polo medo
Porque ninguén desexa morrer... (pobres)
Alguén susurra... a alma cruza os círculos
Alá ao lonxe, soa música de funeral
Seres milenarios ollan a escura aflicción
Prisión inerte, enfeitizante frialdade
Retorna á terra
O Reino da Inmortalidade
A túa memoria olvidada
Eles a adornarán con flores
O teu sono rematou
E o teu espírito vaga polos camiños
Do meu recordo
Ti, o derradeiro
Agora, voa ó descoñecido
O Espírito da Fraga
A lua sobre a fraga
Teias iluminando o cadáver
Os uivos sombrios dos lobos
Sua presença atravessando o quarto
Enquanto observamos o caixão
A névoa entre as árvores
Chuva de tristes lágrimas
Os mochos olhando as sombras
Sangue paralisado pelo medo
Porque ninguém quer morrer... (coitados)
Alguém sussurra... a alma cruza os círculos
Lá ao longe, soa música de funeral
Seres milenares observam a dor escura
Prisão inerte, encantadora frieza
Retorna à terra
O Reino da Imortalidade
Sua memória esquecida
Eles a adornarão com flores
Seu sono acabou
E seu espírito vaga pelos caminhos
Da minha lembrança
Você, o último
Agora, voe para o desconhecido