Il Vecchio E Il Bambino
Un vecchio e un bambino si preser per mano
E andarono insieme incontro alla sera
La polvere rossa si alzava lontano
E il sole brillava di luce non vera
L' immensa pianura sembrava arrivare
Fin dove l'occhio di un uomo poteva guardare
E tutto d' intorno non c'era nessuno
Solo il tetro contorno di torri di fumo
I due camminavano, il giorno cadeva
Il vecchio parlava e piano piangeva
Con l' anima assente, con gli occhi bagnati
Seguiva il ricordo di miti passati
I vecchi subiscon le ingiurie degli anni
Non sanno distinguere il vero dai sogni
I vecchi non sanno, nel loro pensiero
Distinguer nei sogni il falso dal vero
E il vecchio diceva, guardando lontano
Immagina questo coperto di grano
Immagina i frutti e immagina i fiori
E pensa alle voci e pensa ai colori
E in questa pianura, fin dove si perde
Crescevano gli alberi e tutto era verde
Cadeva la pioggia, segnavano i soli
Il ritmo dell' uomo e delle stagioni
Il bimbo ristette, lo sguardo era triste
E gli occhi guardavano cose mai viste
E poi disse al vecchio con voce sognante
Mi piaccion le fiabe, raccontane altre!
O Velho e o Menino
Um velho e um menino se pegaram pela mão
E foram juntos ao encontro da noite
A poeira vermelha subia ao longe
E o Sol brilhava com uma luz não verdadeira
A imensa planície parecia chegar
Até onde o olho de um homem podia enxergar
E ao redor não havia ninguém
Apenas o sombrio contorno de torres de fumaça
Os dois caminhavam, o dia caía
O velho falava e aos poucos chorava
Com a alma ausente, com os olhos molhados
Seguia a lembrança de mitos passados
Os velhos sofrem as injúrias dos anos
Não sabem distinguir o verdadeiro dos sonhos
Os velhos não sabem, em seu pensamento
Distinguir nos sonhos o falso do verdadeiro
E o velho dizia, olhando para longe
Imagina isso coberto de trigo
Imagina os frutos e imagina as flores
E pensa às vozes e pensa às cores
E nesta planície, até onde se perde
Cresciam as árvores e tudo era verde
Caía a chuva, marcavam os sóis
O ritmo do homem e das estações
O menino parou, o olhar era triste
E os olhos viam coisas nunca vistas
E então disse ao velho com voz sonhadora
Eu gosto de fábulas, conta mais outras!