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As Bolinhas de Naftalina

Francis Cabrel

Les Pantins De Naphtaline

La petite fille de mes dimanches
Mettait toujours sa jupe plissée
Elle marchait raide comme une planche
Pour pas salir le vernis des souliers
Si ces bouts brillaient au soleil
Elle sentait les bigoudis de la veille
Elle portait sa couronne d'épines
Pauvres pantins de naphtaline

On me mettait des soquettes blanches
On me faisait la raie sur le côté
Dans mon beau pantalon du dimanche
J'allais faire semblant de prier
J'arrivais le premier à l'église
Pour ne pas que les autres médisent
On mettait les enfants en vitrine
Pauvres pantins de naphtaline

J'aurais toujours au fond de moi
Cette image jaunie, cette odeur d'autrefois
J'aurais toujours au fond de moi

Mais aujourd'hui j'ai quitté mon village
Dans mon qartier à pas de clocher
Et les gamins du quizième étage
Emmènent leur copine au ciné
Mais chaque fin de semaine
Il y a des images qui reviennent
Et chaque fois qu'un samedi se termine
Je revois les pantins de naphtaline

J'aurais toujours au fond de moi
Cette image jaunie, cette odeur d'autrefois
J'aurais toujours au fond de moi

La petite fille de mes dimanches
Qui mettait toujours sa juppe plissée
Et qui marchait raide comme une planche
Pour pas salir le vernis des souliers

La petite fille de mes dimanches
Qui mettait toujours sa juppe plissée
Et qui marchait raide comme une planche
Pour pas salir le vernis des souliers

As Bolinhas de Naftalina

A garotinha dos meus domingos
Sempre usava sua saia plissada
Andava rígida como uma tábua
Para não sujar o verniz dos sapatos
Se aqueles dedinhos brilhassem ao Sol
Cheirava a bobes do dia anterior
Usava sua coroa de espinhos
Pobres bolinhas de naftalina

Colocavam meias brancas em mim
Dividiam meu cabelo de lado
Com minhas lindas calças de domingo
Eu fingia rezar
Chegava primeiro à igreja
Para que os outros não fofocassem
Exibiam as crianças
Pobres bolinhas de naftalina

Sempre carregarei dentro de mim
Aquela imagem desbotada, aquele cheiro de outrora
Sempre carregarei dentro de mim

Mas hoje deixei minha aldeia
No meu bairro, com suas escadas íngremes
E os jovens do décimo quinto andar
Levam suas namoradas ao cinema
Mas todo fim de semana
Há imagens que voltam
E toda vez, quando um sábado termina
Vejo as bolinhas de naftalina novamente

No fundo, sempre carregarei
Aquela imagem desbotada, aquele cheiro de Anos atrás
Sempre guardarei no fundo do meu coração

A menininha dos meus domingos
Que sempre usava sua saia plissada
E andava tão rígida quanto uma tábua
Para não sujar o verniz dos seus sapatos

A menininha dos meus domingos
Que sempre usava sua saia plissada
E andava tão rígida quanto uma tábua
Para não sujar o verniz dos seus sapatos

Composição: Francis Cabrel