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A Mulher Que Ficou Na Taça

Francisco Alves

Fugindo da nostalgia vou procurar alegria
Na ilusão dos cabarés
Sinto beijos no meu rosto e bebo por meu desgosto
Relembrando o que tu és

E quando bebendo espio uma taça que esvazio
Vejo uma visão qualquer
Não distingo bem o vulto, mas deve ser do meu culto
O vulto dessa mulher

Quanto mais ponho bebida, mais a sombra colorida
Aparece ao meu olhar
Aumentando o sofrimento no cristal, em que, sedento
Quero a paixão sufocar

E no anseio da desgraça encho mais a minha taça
Para afogar a visão
Quanto mais bebida eu ponho, mais cresce a mulher no sonho
Na taça, e no coração

Composição: Francisco Alves, Orestes Barbosa