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A Voz do Amor

Francisco Alves

Tive um sonho, a placidez de um monge
Quando a ventura me acenou de longe
Como um [?] nos vi, de repente
Quando um beijo [?] e dei-te

Cada estrela sorriu no azul do céu
Quando a carícia me envolveu num véu
Toda a terra tremeu em mudo espanto
Quando a ilusão me deu o seu canto

A chorar, sufoquei-me em ânsia louca
Quando a incerteza me fechou a boca
Tive a ideia, fantástica, do nada
Só quando a ausência me cobriu, calada

Veio a sombra do olvido e da repulsa
Quando a saudade me apertou, convulsa
Gelou-se o pranto dos meus olhos baços
Só quando a morte me tomou nos braços

A chorar, sufoquei-me em ânsia louca
Quando a incerteza me fechou a boca
Tive a ideia, fantástica, do nada
Só quando a ausência me cobriu, calada

Veio a sombra do olvido e da repulsa
Quando a saudade me apertou, convulsa
Gelou-se o pranto dos meus olhos baços
Só quando a morte me tomou nos braços

A luz da fé cercou-me, embevecida
Quando a esperança me tornou à vida
A luz da fé cercou-me, embevecida
Quando a esperança me tornou à vida

Composição: Ernesto Nazareth, Marina Stella Quirino dos Santos