395px

É Meu Cantar

Francisco Alves

Lá de uma rocha solitária que o mar beija
Um violão, com pesar, se ouve tocar
Junto ao lamento do cantor que, na tristeza
Manda lembranças [?] no seu cantar

E tão, tão triste desse canto as melodias
Que a terra [?] nos chega a emoção
Desse cantor enternecido, apaixonado
[?] de chama [?] o coração

Por ti, meu bem, é meu cantar
Para lembrança de teu amor
Quero, meu bem, que o sabiá
Aprenda a queixa da minha dor

E desde então, noite à noite um violão
Se ouve na rocha, cuja pedra beija o mar
Esse lamento que o coração maltrata
Pela presença já o aprendeu o sabiá

E assim comprida, [?], uma ânsia louca
Não encontraram toda vida sorte alguma
Pois seu corpo [?] bater-se em uma rocha
À luz [?] da Lua

Por ti, meu bem, é meu cantar
Para lembrança de teu amor
Quero, meu bem, que o sabiá
Aprenda a queixa da minha dor

Composição: Carlos Dix