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Leão da Noite (Flor do Sangue)

Francisco Alves

Oh flor do sangue, ouve meus ais
Meu peito exangue já sofrer não pode mais
Que eu sofreria assim por ti
Eu não sabia desde o dia em que te vi

Oh pálida açucena, de boca tão pequena
Teu beijo me envenena, oh minha ingrata flor
Mas abre ao desgraçado teus braços de pecado
Pra eu ser crucificado até morrer de amor

Oh flor do sangue, ouve meus ais
Meu peito exangue já sofrer não pode mais
Que eu sofreria assim por ti
Eu não sabia desde o dia em que te vi

Oh pálida açucena, de boca tão pequena
Teu beijo me envenena, oh minha ingrata flor
Mas abre ao desgraçado teus braços de pecado
Pra eu ser crucificado até morrer de amor

Mas a mim, ao menos, dá esperança
Criança, criança
Esse teu desprezo é que me mata
Ingrata, ingrata

Mas a mim, ao menos, dá esperança
Criança, criança
Que eu sofreria assim por ti
Eu não sabia desde o dia em que te vi [?]

Composição: Pedro de Sá Pereira