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Mal-aventurado

Francisco Alves

Noite bela e de esplendor
Foi aquela de amor
O amante apaixonado e
E num instante, amargurado
Sentiu findar

O lindo sonho ideal
Tão risonho, quão fatal
Triste sorte de quem sente
Só a morte indiferente
É capaz de terminar

Torturas e torturas
Eu terei na minha vida
Só me restam desventuras
Em minh'alma enternecida
Sou mal-aventurado
Sem esperanças e ilusões
Sou um pobre desgraçado
Inspirando compaixão

Não sei qual é a razão
Porque [?] meu amor
O meu pobre coração
Tu zombaste sem temor
Nunca mais terei alguém
Sem sentir os carinhos teus
Vou partir para o além
Carpindo os prantos meus
Na soledade, em vão

Composição: Joubert de Carvalho