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Ninguém se Entende

Francisco Alves

Ninguém se entende, viva a folia
Que confusão, oh que alegria
Vem cá, mulata, está na hora
Deixa de fita, vamos embora

Pra tirar deste azar
No pano verde fui arriscar
Oh que sorte divinal
Ganhei seis contos no Carnaval

Nas avenidas, as moças modernas
Quase despidas, mostram as pernas
Até o namoro, agora é gozado
Não há mais decoro, está tudo virado

Hoje em dia a jogatina é coisa à toa
Que mais descortina
Até criança de chupeta
Já querem jogar a tal de roleta

Composição: Heloísa Lyra, J. Canals